A morte de um colombiano durante uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre a política de deportações adotada pelo governo de Donald Trump. O caso aconteceu na segunda-feira (13), na cidade de Biddeford, no estado do Maine.
A vítima foi identificada por organizações de direitos humanos como Joan Sebastián Guerrero, de 26 anos. Segundo relatos, ele trabalhava como motorista de entregas e vivia na cidade com a esposa e a filha de três anos.
De acordo com o ICE, agentes tentavam cumprir uma ordem definitiva de deportação quando um veículo teria tentado deixar o local. A corporação informou que um dos agentes atirou por considerar que havia risco à segurança pública. O motorista foi atingido, recebeu atendimento, mas não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas, no entanto, apresentaram uma versão diferente dos acontecimentos. Uma delas afirmou ter ouvido a vítima dizer que havia tentado parar o veículo antes de ser baleada. O caso levou a Embaixada da Colômbia a solicitar esclarecimentos às autoridades norte-americanas.
O episódio também motivou manifestações de autoridades e entidades civis. O senador Angus King cobrou uma investigação completa e afirmou que o colombiano não seria a pessoa inicialmente procurada. Já a governadora do Maine, Janet Mills, classificou o caso como uma tragédia e criticou a condução das operações de imigração. O FBI abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte, enquanto o agente envolvido foi colocado em licença administrativa, conforme o protocolo adotado em ocorrências com disparos de arma de fogo.
