O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará, no próximo dia 17 de agosto, uma reunião com embaixadores de países que mantêm representação diplomática no Brasil para apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas e os mecanismos de segurança adotados no processo eleitoral brasileiro.
O encontro será conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, e contará com a participação de representantes de diversas nações, entre eles integrantes da embaixada dos Estados Unidos. A representação norte-americana procurou anteriormente a área internacional do TSE para discutir uma possível visita de membros do governo dos EUA, mas a agenda não foi concretizada devido ao recesso do Judiciário.
Segundo o tribunal, os representantes americanos não detalharam o tema que pretendiam abordar durante a visita.
Durante a reunião, Nunes Marques deverá apresentar o modelo brasileiro de votação eletrônica, explicando o funcionamento das urnas e as etapas de fiscalização, auditoria e transparência que integram o sistema eleitoral.
A iniciativa faz parte de uma série de encontros promovidos pelo TSE com representantes internacionais. Em 16 de junho, o presidente da Corte já havia recebido 25 embaixadores para demonstrar as garantias de segurança do processo eleitoral brasileiro e esclarecer dúvidas sobre o sistema eletrônico de votação.
Além das apresentações ao corpo diplomático, o tribunal também trabalha na organização das Missões de Observação Eleitoral (MOEs), que acompanharão as eleições deste ano. Já confirmaram participação a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
O TSE informou ainda que encaminhou convites à União Africana e à Liga Árabe para integrar o grupo de observadores internacionais. A atuação dessas missões segue os critérios estabelecidos pela Resolução nº 23.678/2021, que regulamenta o credenciamento e o acompanhamento de observadores eleitorais durante o processo de votação no Brasil.
