O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou que o orçamento de R$ 134 milhões previsto para a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, não pode ser considerado elevado dentro dos padrões da indústria cinematográfica internacional. A declaração foi feita no último domingo durante conversa com o comentarista político Paulo Figueiredo.
Ao comentar os valores envolvidos no projeto, Eduardo argumentou que a produção reúne nomes conhecidos do cinema norte-americano, como o diretor Cyrus Nowrasteh e o ator Jim Caviezel, famoso por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo. Segundo ele, a participação de profissionais desse porte justifica os custos do longa-metragem.
Eduardo também afirmou que o projeto ainda não conseguiu captar todo o valor inicialmente previsto para a produção. De acordo com ele, embora a quantia possa parecer alta para o público brasileiro, o orçamento estaria abaixo do que costuma ser praticado em grandes produções de Hollywood.
As declarações ocorrem poucos dias após a divulgação de mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Conversas reveladas pelo portal Intercept Brasil apontam que Flávio teria cobrado parcelas de um investimento destinado ao financiamento do filme.
Segundo as informações divulgadas, Vorcaro teria se comprometido a investir US$ 24 milhões — valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — na produção cinematográfica, prevista para estrear em 11 de setembro de 2026.
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro negou qualquer vínculo com o empresário e afirmou que nunca participou de encontros relacionados ao financiamento do longa. Ele também rebateu documentos divulgados pelo Intercept Brasil que o apontariam como produtor-executivo da obra, alegando que o contrato apresentado seria antigo e provisório.
Além da documentação, o portal revelou trocas de mensagens entre Eduardo Bolsonaro e o empresário Thiago Miranda, apontado como intermediador das conversas envolvendo o parlamentar, o deputado federal Mário Frias e Daniel Vorcaro.
As mensagens teriam sido enviadas no fim de março do ano passado, período em que Eduardo anunciou sua licença do mandato parlamentar para permanecer nos Estados Unidos. Na ocasião, ele afirmou que buscaria apoio internacional e sanções contra o que classificou como violações de direitos humanos no Brasil.
