O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, decidiu manter o sigilo de 100 anos imposto pela Polícia Federal sobre a lista de visitas recebidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro durante os três meses em que esteve preso na Superintendência da corporação, em Brasília.
A decisão foi tomada após a análise de um recurso apresentado pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que solicitava acesso às informações por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Ao justificar a manutenção do sigilo, o Ministério da Justiça entendeu que a divulgação dos nomes dos visitantes vai além da identificação de atos administrativos e pode expor aspectos da vida privada dos envolvidos, incluindo relações familiares, afetivas, sociais e profissionais.
O parecer, assinado pelo ouvidor-geral interino Marcos Paulo Hiath da Silva e referendado pelo ministro Wellington César, afirma que os registros são considerados informações pessoais ligadas à intimidade e à vida privada tanto dos visitantes quanto da pessoa custodiada.
A posição acompanha o entendimento da Polícia Federal, que defende que a divulgação desses dados poderia afetar a privacidade, a honra e a imagem de Daniel Vorcaro. Com isso, o acesso à lista de visitas seguirá restrito pelo prazo de 100 anos.
