O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, voltou a defender uma política de endurecimento no combate à criminalidade e afirmou que agressores de mulheres que enfrentarem policiais devem ser contidos com o uso da força. A declaração foi dada durante entrevista ao MyNews, nesta segunda-feira (3), e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Ao comentar casos de violência doméstica, Caiado afirmou que a polícia deve atuar para proteger as vítimas e reagir quando houver resistência por parte dos agressores.
“A minha polícia entra para proteger a família, a minha polícia entra para proteger o cidadão. Bandido não vai ameaçar polícia minha. Se ele achar que, como agrediu a esposa, pode agredir também as forças policiais, vai tomar uma ‘educadinha’ bem dada”, declarou.
Além da fala, o presidenciável apresentou propostas para endurecer a legislação contra crimes de feminicídio. Entre elas, defendeu o aumento da pena máxima para 30 anos de prisão, com exigência de cumprimento de pelo menos 90% da sentença antes da concessão de benefícios.
Outra medida anunciada por Caiado prevê a apreensão dos bens do agressor para que sejam destinados à mulher vítima de violência ou aos filhos da família.
A segurança pública tem ocupado espaço central na campanha presidencial. Enquanto Caiado aposta em um discurso de maior rigor contra o crime, o senador Flávio Bolsonaro (PL) promete ampliar os investimentos na área e criar novas vagas no sistema prisional. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, não abordou o tema durante o discurso de oficialização de sua candidatura.
Pesquisa BTF Pactual Nexus divulgada nesta semana aponta que 30% dos brasileiros consideram a segurança pública o principal problema do país, enquanto 34% avaliam que a situação piorou nos últimos quatro anos, reforçando o peso do tema no debate eleitoral.
