O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, lançou oficialmente sua campanha neste domingo (16), em São Paulo, com um discurso marcado por fortes críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o ato, realizado no Largo São Francisco, no centro da capital paulista, em frente à Faculdade de Direito da USP, Renan adotou um tom combativo e apareceu usando um colete à prova de balas. Ao abordar a segurança pública, defendeu uma postura de confronto contra organizações criminosas e afirmou que pretende “exterminar” facções, utilizando declarações violentas ao falar sobre possíveis ações contra criminosos.
O candidato também direcionou críticas a Lula, a quem chamou de “bêbado”, além de atacar o PT e classificar como “assistencialismo” parte das políticas adotadas pelo governo federal.
As críticas também atingiram Jair Bolsonaro, chamado por Renan de “farsante” e “falso Messias”. Flávio Bolsonaro foi outro alvo do discurso. Renan fez acusações sobre uma suposta relação do senador com integrantes do Comando Vermelho e mencionou a existência de “milícias condecoradas pelo gabinete dele”, sem apresentar, durante o ato, esclarecimentos ou provas para sustentar as afirmações.
Ao comentar os comícios realizados no mesmo dia por Lula e Flávio Bolsonaro, Renan também provocou os dois adversários. Sobre os eventos, afirmou que o ato de Flávio teria sido um “fracasso” e classificou os apoiadores de Lula como “zumbis”.
Com uma estratégia voltada principalmente ao público jovem, o evento reuniu uma plateia majoritariamente masculina. No encerramento, Renan tocou o jingle de sua campanha acompanhado de gaita e violão, buscando manter o clima de mobilização entre os apoiadores.
