O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (16) que pretende reduzir consideravelmente a participação americana nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Segundo Trump, a decisão está relacionada à sua “muito boa relação” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, além dos custos das operações e do que considera um sinal inadequado para Pyongyang.
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que os exercícios enviam uma mensagem “hostil” à Coreia do Norte. As declarações ocorreram às vésperas do início do “Escudo da Liberdade Ulchi”, treinamento militar anual entre Estados Unidos e Coreia do Sul voltado à preparação para uma eventual ameaça norte-coreana.
Apesar do anúncio do presidente americano, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou nesta segunda-feira (17) que os exercícios serão realizados conforme o cronograma previsto. “Procederemos conforme previamente informado e programado”, declarou um porta-voz da pasta.
A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, considera os treinamentos uma preparação para uma possível invasão. Na semana passada, Pyongyang condenou as manobras e realizou o lançamento de um míssil balístico sobre o mar do Japão, em uma demonstração de força.
Os Estados Unidos mantêm cerca de 28,5 mil militares na Coreia do Sul como parte do acordo de defesa entre os dois países. A região permanece tecnicamente em estado de guerra desde 1953, quando a Guerra da Coreia terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.
Trump também voltou a mencionar sua relação com Kim Jong Un ao publicar uma fotografia de um encontro entre os dois líderes realizado em 2019. Desde seu retorno à Casa Branca, o presidente americano tem defendido uma revisão do papel dos Estados Unidos em alianças militares tradicionais e adotado uma postura mais crítica em relação aos compromissos internacionais de Washington.
