Investigações da Polícia Federal apontam três tentativas de negócios que teriam envolvido Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Roberta Luchsinger com o Ministério da Saúde. Nenhuma das iniciativas avançou.
Uma das propostas previa a venda de cerca de 1,2 milhão de frascos de medicamentos à base de cannabis medicinal, em um negócio estimado em R$ 627 milhões. Segundo a PF, Roberta e Careca chegaram a se reunir, em março de 2024, com o então secretário-executivo da pasta, Swedenberger Barbosa. A proposta foi considerada inviável, e questões sobre a regularização dos produtos foram direcionadas à Anvisa. A investigação aponta ainda que Roberta dizia representar Lulinha e buscava receber 20% sobre as vendas.
Outra tentativa envolvia o fornecimento de testes rápidos para dengue e outras arboviroses, em um possível contrato de aproximadamente R$ 1 bilhão. O valor teria sido considerado incompatível com a realidade das compras públicas. Também houve tratativas sobre parcerias produtivas com a Iquego, laboratório público de Goiás, mas os projetos não prosperaram.
O Ministério da Saúde afirmou que nenhuma das iniciativas teve encaminhamento e ressaltou que suas compras seguem processos de concorrência pública. A defesa de Lulinha nega irregularidades.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho também criticou o vazamento de informações da investigação. Segundo ele, conteúdos estariam sendo divulgados de forma seletiva e descontextualizada, com possível viés eleitoral. A defesa informou ter apresentado representações para apurar a origem dos vazamentos.
