A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), negou nesta terça-feira (25) a existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado à sua gestão para atacar o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), seu principal adversário na disputa pelo Governo de Pernambuco. A denúncia foi exibida pela Record na noite de terça-feira (25).
Segundo a reportagem, perfis nas redes sociais estariam sendo utilizados para promover ataques contra Campos. Um dos nomes citados foi o do servidor Amisadai Andrade, cedido pela Caixa Econômica Federal ao Governo de Pernambuco e que atuava na Secretaria de Turismo e Lazer.
Após um ato de campanha no Derby, Raquel afirmou que não adota esse tipo de estratégia e declarou que Amisadai já havia sido exonerado. A saída do servidor foi formalizada em portaria publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta.
“Não faço política desse jeito. Para mim, a eleição não é um vale-tudo”, afirmou a governadora, que também defendeu uma campanha baseada na democracia e no debate sobre as ações de sua gestão.
Raquel classificou a denúncia como falsa e relacionou o episódio ao desempenho que vem apresentando nas pesquisas eleitorais. Levantamento da Genial Quaest, divulgado nesta semana, apontou a governadora com 44% das intenções de voto, contra 36% de João Campos. A pesquisa também registrou 68% de aprovação à administração estadual.
A governadora ainda acusou a campanha adversária de manter uma estrutura semelhante contra ela e disse que poderá recorrer às medidas judiciais e administrativas cabíveis. “Não tenho medo de encarar as pessoas”, declarou.
Na reportagem da Record, Amisadai afirmou ter sido chamado pela própria governadora para atuar em uma estratégia destinada a enfraquecer João Campos. A matéria também levantou a suspeita de que páginas críticas ao ex-prefeito poderiam ser beneficiadas por contratos de publicidade do Estado. As acusações, porém, foram negadas por Raquel Lyra, que afirma que seguirá uma campanha “limpa, transparente, com os pés no chão e olho no olho”.
