A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou nesta sexta-feira (4) que relatórios de inteligência da Polícia Federal reforçam a tese de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem ligação com as fraudes investigadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O posicionamento ocorre no contexto da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Segundo os advogados, documentos divulgados na quinta-feira (3) apontam questionamentos sobre a condução de procedimentos investigativos e, na avaliação da defesa, indicam que houve “pescaria probatória e direcionamento ilegal” durante as apurações.
“A defesa de Fábio Luís Lula da Silva sempre afirmou que não existia conexão entre Fábio Luís e as fraudes no INSS”, afirma a nota divulgada pelos advogados. O advogado Guilherme Suguimori Santos, que representa Lulinha, também afirmou que o cliente teria sido alvo de perseguição e questionou a abertura de novos inquéritos relacionados ao caso.
A defesa sustenta ainda que os relatórios da PF corroboram questionamentos anteriores sobre a legitimidade, os limites e o direcionamento de determinados inquéritos. Para os advogados, caso sejam confirmadas ilegalidades ou nulidades, as investigações deverão ser arquivadas.
“Fábio Luís Lula da Silva permanece à disposição das autoridades e provará sua inocência nos autos”, diz outro trecho da manifestação.
Até o momento, trata-se da tese apresentada pela defesa de Lulinha. O caso continua no âmbito das investigações, e eventual responsabilidade ou inocência deverá ser definida pelas autoridades competentes com base nas provas reunidas no processo.



