O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende promover uma reforma no Judiciário caso seja eleito em 2026 e fez críticas à atual atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante sabatina realizada pelo UOL e pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (4), Caiado declarou que considera que o país vive uma situação de desordem institucional que não deveria fazer parte da rotina do Supremo. “Assumindo o governo, sem dúvida alguma, as regras serão outras”, afirmou o candidato.
Caiado voltou a defender a criação de uma idade mínima de 60 anos para ministros do STF. Ele também propôs que ex-ministros da Corte cumpram uma quarentena de quatro anos antes de atuar na advocacia e de oito anos antes de disputar cargos políticos. “É com isto que nós daremos ao Supremo aquela condição de voltar a ter pessoas que realmente passam ali a ter uma discussão de altíssimo nível do ponto de vista jurídico”, disse.
Ao comentar a crise institucional envolvendo o Supremo, o presidenciável também defendeu a quebra de todos os sigilos relacionados aos episódios em discussão. Segundo Caiado, a medida seria necessária “para que não haja um golpe à democracia”.
A reforma do Judiciário e a relação entre os Poderes devem ocupar espaço importante no debate eleitoral de 2026. Com as declarações, Caiado sinaliza que, em um eventual governo, pretende promover mudanças nas regras que envolvem a composição e a atuação do STF.



