Quarenta e cinco anos depois de Ivete Gadelha (PMDB) fazer história na política de Goiana, uma nova mulher pode chegar ao comando da Câmara Municipal. Em 1981, Ivete tornou-se a primeira mulher a presidir a Câmara, depois de também ter sido a primeira mulher eleita vereadora do município. Agora, Ana Diamante (PP) disputa a Presidência da Casa José Pinto de Abreu para o biênio 2027-2028 e pode repetir o feito histórico.
A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para a próxima quinta, 01, às 9h. Caso seja eleita, Ana a segunda mulher a ocupar a Presidência da Câmara de Goiana, estabelecendo uma marca que atravessa mais de quatro décadas da história política do município.
Ivete Gadelha entrou para a história de Goiana justamente por romper barreiras em um período em que a presença feminina na política ainda era bastante restrita. Um registro do MPPE a descreve como uma mulher “à frente do seu tempo”. Ivete também teve três mandatos como vereadora. Filha do ex-prefeito Lourenço Gadêlha e irmã do ex-prefeito e deputado estadual cassado pelo AI-5, Harlan Gadêlha.
A possível chegada de Ana ao comando da Câmara também ganha um significado particular pela trajetória que percorreu até chegar ao mandato efetivo. Ela deixou a condição de suplente e passou a exercer o mandato de forma efetiva após a cassação da chapa do PL. Agora, em seu segundo mandato como vereadora, pode avançar mais um passo e assumir a Presidência da Casa com o apoio de nove parlamentares.
Filha da ex-vereadora Madalena Diamante, Ana Paula Lourenço de Oliveira, conhecida como Ana Diamante, é formada em História e Direito e possui pós-graduação em Gestão Pública. Antes de chegar ao Legislativo, foi presidente da Agência de Desenvolvimento de Goiana (AD Goiana), durante as gestões de Osvaldo Rabelo Filho e Eduardo Honório, entre 2017 e 2020. Nas eleições de 2020, conquistou seu primeiro mandato.
A eleição de quinta-feira, portanto, poderá representar um momento histórico para Goiana. Se vencer, Ana Diamante colocará novamente uma mulher no comando da Câmara Municipal exatamente 45 anos depois de Ivete Gadelha, reabrindo um capítulo que permaneceu sem repetição desde 1981.




