Os Estados Unidos concluíram nesta quarta-feira (30) a retirada de suas tropas do Iraque, encerrando uma presença militar iniciada com a invasão do país em 2003. A saída das últimas forças e equipamentos ocorreu na Base Aérea de Erbil, na região do Curdistão iraquiano.
A retirada marca o fim da Operação Inherent Resolve no Iraque, missão criada em 2014 para combater o Estado Islâmico (ISIS). Segundo o Pentágono, a campanha conseguiu derrotar o grupo como força militar organizada no território iraquiano e agora a responsabilidade pela segurança passa integralmente às forças do país.
Embora os militares americanos tenham deixado o Iraque, Washington informou que continuará mantendo uma relação de defesa bilateral com Bagdá. Os Estados Unidos também deverão oferecer treinamento específico e apoio de inteligência às forças iraquianas para auxiliar no combate a possíveis remanescentes do Estado Islâmico.
A presença militar americana no Iraque começou em 2003, quando os Estados Unidos lideraram a invasão que derrubou o regime de Saddam Hussein. As tropas foram retiradas em 2011, mas retornaram ao país em 2014 após o avanço do Estado Islâmico e a formação da coalizão internacional contra o grupo.
O encerramento da missão foi definido em um acordo firmado entre Washington e Bagdá em 2024, durante o governo de Joe Biden. A execução da retirada ocorreu durante a administração de Donald Trump.
A saída também abre uma nova etapa para o equilíbrio de forças no Oriente Médio. Analistas ouvidos pela Reuters apontam que o Irã e grupos armados aliados podem ampliar sua influência no Iraque após a retirada americana. Ao mesmo tempo, autoridades e especialistas iraquianos demonstram preocupação com a possibilidade de remanescentes do Estado Islâmico aproveitarem eventuais brechas de segurança.
Durante os mais de 20 anos de envolvimento militar americano no país, cerca de 4.500 militares dos Estados Unidos morreram. O governo iraquiano, por sua vez, apresenta a retirada como um marco para o fortalecimento da soberania nacional e para uma nova fase das relações entre os dois países.
*Com informações da Agência AE




