O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, publicou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, republicou o texto retirando a expressão, mas manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e anunciou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos, onde está com a família.
Lula venceu a disputa com 64,2 milhões de votos (51,79%), contra 59,8 milhões (48,21%) de Flávio, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Na carta, o senador questionou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo a prorrogação do horário de votação até as 19h em determinadas situações. Entretanto, dados oficiais do TSE mostram que os votos computados após as 17h foram insuficientes para alterar o resultado da eleição.
O texto também faz referência ao venezuelano Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em 2019, contestando a reeleição de Nicolás Maduro. Flávio cita o episódio ao justificar sua atuação política fora do Brasil.
A carta ainda critica medidas judiciais relacionadas a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega ter cometido crimes e afirma que não existe mandado de prisão contra ele.
Apesar das declarações, o PL, partido de Flávio, reconheceu oficialmente o resultado proclamado pelo TSE. O senador encerrou a carta prometendo mobilizar a oposição e afirmou que pretende se manifestar regularmente sobre a política brasileira.




