O líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (RJ), saiu em defesa da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que nesta quinta-feira (24) optou por não decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL), apesar do descumprimento de medidas cautelares. O ex-presidente teve sua tornozeleira eletrônica exibida em público após evento com aliados, e sua fala foi transmitida pelo perfil de seu filho, Eduardo Bolsonaro, nas redes sociais.
Lindbergh considerou a medida de Moraes “prudente” e destacou que o ministro evitou alimentar a narrativa de vitimização do ex-presidente. Segundo o parlamentar, a intenção de Bolsonaro é provocar o Judiciário e gerar comoção para justificar pressões externas contra o Brasil, como a eventual aplicação da Lei Magnitsky, usada por países como os EUA para punir supostos violadores de direitos humanos.
O petista acusou Bolsonaro de repetir o mesmo padrão de comportamento que culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Ele produz o conteúdo, o filho transmite e os aliados amplificam. Isso não é liberdade de expressão, é crime continuado”, declarou, listando possíveis infrações como coação no curso do processo, obstrução da Justiça, atentado à soberania e incitação ao conflito com o país.
Lindbergh reforçou que o processo seguirá seu curso “imune a interferências estrangeiras” e garantiu que, com base nas provas reunidas, a prisão definitiva de Bolsonaro é “apenas questão de tempo”, prevendo que ela deve ser determinada em até dois meses.
O parlamentar encerrou sua manifestação com um apelo direto: “Sem anistia! Traidores da pátria”.

