O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a provocar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante entrevista concedida nesta sexta-feira (29) à Rádio Itatiaia, em Minas Gerais. Questionado sobre o cenário eleitoral para 2026, Lula disse que o ex-ministro da Infraestrutura “não é nada” sem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que seguirá as orientações do seu padrinho político.
“Temos que reconhecer que o Bolsonaro tem uma força no setor de extrema-direita muito forte. Ele [Tarcísio] vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Sem o Bolsonaro ele não é nada”, afirmou o petista.
As declarações ocorreram um dia após a divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostrou Tarcísio numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. O presidente, no entanto, minimizou os números e disse ser cedo para qualquer análise. “A história está cheia de gente que seria eleita presidente no ano anterior e quando concorre não tem nenhum voto. Não é fácil ser candidato em um país megadiverso como o Brasil, de culturas muito diferentes”, ressaltou.
Ao ser indagado sobre a possibilidade de São Paulo lançar um candidato competitivo ao Planalto, Lula lembrou que nomes como Orestes Quércia, Ulysses Guimarães e Paulo Maluf tentaram chegar à Presidência sem sucesso. “São Paulo sempre pode ter um candidato competitivo. Tem 44 milhões de habitantes. É o estado mais industrializado, mais rico, que tem mais infraestrutura. Sempre pode ter candidato. Nem sempre dá certo”, disse.
O presidente aproveitou para se incluir no páreo, destacando sua ligação com o estado. “Eu sou paulista também, o candidato competitivo em São Paulo sou eu. Moro em São Paulo desde 1952”, concluiu.
*Com informações da Agência AE
Foto: EFE/ André Borges
