O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE) decidiu encerrar a denúncia apresentada pelo ex-assessor do Governo de Pernambuco, Manoel Medeiros, contra a deputada estadual Dani Portela (PSOL). O órgão concluiu que não existem indícios de irregularidade e afastou a suspeita de “empresa fantasma” supostamente vinculada ao gabinete da parlamentar.
Dani Portela comemorou a decisão e afirmou que a medida confirma sua convicção de que a denúncia fazia parte de uma ação de difamação. “Sempre estive convicta de que a verdade viria à tona e de que essa ação do gabinete do ódio cairia por terra”, declarou. A deputada também destacou que as acusações afetaram sua imagem pública, mas que agora retoma o foco total em seu trabalho como parlamentar e presidente da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Alepe.
Apesar do arquivamento, Manoel Medeiros reafirmou as críticas feitas anteriormente. Em nota, disse respeitar as instituições de controle, mas defendeu que a auditoria realizada não elimina as dúvidas levantadas. Ele destacou que a empresa contratada pelo gabinete da deputada teria sido criada após sua eleição, pertenceria a um parente do marido de Portela e receberia mais de R$ 23 mil por mês para serviços de “automatização”.
Medeiros reforçou ainda que, embora o MPC-PE não tenha encontrado irregularidades, o procedimento foi encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que, segundo ele, mantém em aberto a discussão sobre os gastos com verbas de gabinete. “Combater a corrupção em Pernambuco não pode ser crime”, afirmou.
Com a decisão, o caso segue agora para avaliação do TCE, enquanto Dani Portela busca reconstruir sua imagem após semanas de especulações políticas e disputas narrativas.
