A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou neste sábado (13), em Roma, que setores da esquerda estariam relativizando ou até comemorando o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk. As declarações ocorreram durante a festa nacional do UDC.
Segundo Meloni, sua base política costuma ser acusada de disseminar ódio, mas críticos agora permaneceriam em silêncio diante da morte do militante conservador. A premiê também citou comentários do matemático Piergiorgio Odifreddi, que teria comparado de forma distinta atentados contra líderes de esquerda e direita, o que, para ela, representa uma tentativa de justificar a violência.
As falas geraram forte reação entre adversários políticos. O ex-premiê Matteo Renzi acusou Meloni de “vitimismo” e defendeu a saída do ministro Luca Ciriani, após este comparar o partido Italia Viva às Brigadas Vermelhas. Angelo Bonelli, da Alleanza Verdi e Sinistra, disse que a chefe de governo deveria adotar um tom mais moderado.
No Partido Democrata, lideranças como Francesco Boccia, Chiara Braga, Nicola Zingaretti e a secretária Elly Schlein criticaram as declarações, acusando Meloni de tentar “incendiar o clima político” e desviar a atenção da crise econômica. O ex-premiê Giuseppe Conte (M5S) também afirmou que a postura da primeira-ministra contribui para o acirramento da polarização.
Apesar das críticas, Meloni manteve seu posicionamento e reforçou sua agenda de reformas, incluindo a defesa do premierato, mudanças no sistema judiciário e a apresentação de indicadores econômicos de sua gestão.
*As informações são do Corriere Della Sera
