O ambiente político em Pernambuco ganhou novos contornos após declarações do deputado federal Eduardo da Fonte, que reagiu à decisão do governo estadual de exonerar indicados de seu grupo político em órgãos estratégicos. O parlamentar classificou a medida adotada pela governadora Raquel Lyra como “precipitada”, evidenciando um momento de tensão entre o Executivo e o Progressistas no estado.
A movimentação do governo incluiu a saída de nomes ligados ao PP de estruturas relevantes, como o Ceasa Pernambuco, o Lafepe e o Porto do Recife. As mudanças foram anunciadas na noite da última terça-feira, intensificando especulações sobre o redesenho das alianças políticas que sustentam a atual gestão.
Em meio ao cenário de incertezas, Eduardo da Fonte também afastou rumores sobre um possível alinhamento antecipado com o prefeito do Recife, João Campos, frequentemente citado como um dos principais nomes para a disputa ao governo estadual em 2026. Segundo o deputado, qualquer definição sobre composição de chapa ainda está distante e dependerá, antes de tudo, da formalização de uma federação partidária.
Ao afirmar que “não existe porta fechada com ninguém”, o parlamentar sinalizou que o partido mantém diálogo aberto com diferentes forças políticas, evitando antecipar posicionamentos em um cenário ainda em construção. A declaração reforça a estratégia de cautela adotada pelo PP diante das movimentações que já começam a desenhar o tabuleiro eleitoral dos próximos anos.
O episódio revela não apenas um desgaste pontual, mas também indica possíveis reconfigurações políticas em Pernambuco, à medida que lideranças e partidos ajustam suas posições de olho no futuro.
