Um novo retrato do cenário político brasileiro revela um eleitorado ainda em movimento e longe de uma definição consolidada. Levantamento divulgado nesta terça-feira (17) pela Genial/Quaest indica que 56% dos brasileiros afirmam já ter escolhido em quem votar no primeiro turno das eleições presidenciais, enquanto uma parcela significativa, de 43%, admite que ainda pode mudar de candidato até o dia da votação.
Os dados mostram que, mesmo entre eleitores que já indicam uma preferência, o grau de convicção varia conforme o nome apoiado. Entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 67% dizem estar decididos, sinalizando um núcleo mais fiel. Ainda assim, 31% reconhecem que podem rever sua escolha, enquanto uma pequena fatia permanece indecisa.
No campo da oposição, o senador Flávio Bolsonaro apresenta um cenário semelhante, com 63% de seus apoiadores afirmando que o voto está consolidado. Por outro lado, 36% ainda demonstram abertura para mudar de posição, o que evidencia espaço para disputas mais acirradas ao longo da campanha.
Entre outros nomes cotados, o quadro é ainda mais volátil. O governador do Paraná, Ratinho Junior, aparece com apenas 41% de eleitores decididos, enquanto a maioria, 56%, admite a possibilidade de alterar o voto. Situação parecida enfrenta o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, cujo índice de fidelidade é ainda menor: apenas 33% dizem estar certos da escolha, contra 67% que permanecem abertos a mudanças.
O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 9 de março, com 2.004 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança estimado é de 95%.
Os números revelam um cenário de disputa ainda em construção, no qual a consolidação de candidaturas dependerá não apenas de intenções de voto, mas da capacidade de convencer um eleitor que, em grande parte, segue atento e disposto a reconsiderar suas escolhas.
