Em meio ao rompimento entre o prefeito de Goiana, Marcílio Régio, e o ex-prefeito Eduardo Honório, um movimento recente ganhou força nos bastidores e reposicionou peças importantes no tabuleiro político local. A vice-prefeita Lícia Maciel não apenas decidiu permanecer ao lado da gestão, como também assumiu, na semana passada, o comando da Secretaria de Saúde — uma das pastas mais estratégicas da administração.
A mudança veio acompanhada de outro gesto político relevante: seu marido, André Mandarine, que era o titular da Saúde, deixou o cargo e passou a integrar a assessoria especial do prefeito. A reconfiguração, longe de ser apenas administrativa, é interpretada como um sinal claro de alinhamento com Marcílio em meio à crise desencadeada após a quebra de acordo por Honório.
Enquanto o ex-prefeito passou a trilhar um caminho próprio, contrariando o que havia sido previamente ajustado com o grupo político, Lícia seguiu na direção oposta. Sua decisão de permanecer na base governista é vista como um movimento de lealdade ao projeto que ajudou a eleger a atual gestão e, ao mesmo tempo, como um fator de estabilidade em meio ao racha. “Ela não acompanhou o movimento de ruptura. Pelo contrário, reforçou o compromisso com a gestão”, afirmou uma fonte com trânsito no núcleo do governo.
A permanência de Lícia na linha de frente da administração também garante continuidade na área da Saúde, que, apesar de historicamente ligada ao grupo de Honório, passa agora a operar sob uma nova lógica de alinhamento direto com o prefeito.
Nesse contexto, a decisão de Lícia Maciel se destaca como um divisor de águas. Ao assumir a Saúde e permanecer ao lado do prefeito, a vice-prefeita não apenas se descola do movimento liderado por Honório, como também contribui para isolar o ex-prefeito dentro do próprio grupo político que ajudou a construir.
