Uma publicação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, provocou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o consumo de animais silvestres no Brasil. O vídeo, divulgado no último domingo (5), mostra Janja preparando carne de paca durante um almoço de Páscoa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A gravação motivou críticas da ativista da causa animal Luisa Mell, que classificou a postagem como irresponsável. Em vídeo publicado na última terça-feira (7), ela afirmou que a exposição do consumo de um animal silvestre pode estimular a caça e incentivar a procura por esse tipo de carne. A ativista também questionou o impacto da divulgação, destacando o risco de normalização dessa prática.
No vídeo original, Janja aparece explicando o preparo do prato, que teria ficado dois dias em tempero, enquanto Lula elogia a refeição após prová-la. A repercussão foi imediata, com internautas questionando a origem da carne utilizada.
Em resposta, a primeira-dama afirmou que o animal foi adquirido de um produtor legalizado. No entanto, não foram apresentados detalhes públicos sobre a procedência ou documentação do criador, o que ampliou as dúvidas e críticas nas redes sociais.
Luisa Mell também chamou atenção para o uso da expressão “carne de caça” durante a gravação e criticou a criação de animais silvestres em cativeiro, ainda que legalizada. Segundo ela, a paca desempenha papel importante no equilíbrio ambiental, especialmente na dispersão de sementes, sendo essencial para a preservação das florestas.
A ativista afirmou ainda que pretende cobrar esclarecimentos sobre a origem do animal e reforçou que continuará acompanhando o caso. A situação reacende discussões sobre legislação ambiental, fiscalização e os limites éticos envolvendo o consumo de espécies silvestres no país, especialmente quando o tema ganha visibilidade em perfis públicos de grande alcance.
