A escalada de tensões no Oriente Médio acendeu um novo alerta internacional: milhões de pessoas podem enfrentar uma crise alimentar sem precedentes. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou nesta quinta-feira (9) que o conflito na região pode empurrar cerca de 45 milhões de pessoas para a insegurança alimentar.
A declaração foi feita durante o discurso de abertura das reuniões de primavera do FMI, que reúnem líderes econômicos de diversos países para discutir os principais desafios globais. Segundo Georgieva, o cenário pode se agravar ainda mais caso não haja estabilidade duradoura, especialmente com a fragilidade de um eventual cessar-fogo.
Diante desse quadro, a instituição projeta um aumento significativo na necessidade de apoio financeiro aos países mais afetados. A estimativa é de uma demanda adicional entre 20 bilhões e 50 bilhões de dólares em ajuda internacional, valores que podem variar conforme a evolução do conflito e seus impactos econômicos e sociais.
O alerta reforça a preocupação com os efeitos indiretos da guerra, que vão além das fronteiras do Oriente Médio e atingem cadeias de abastecimento, preços de alimentos e condições de vida em regiões já vulneráveis. A combinação de instabilidade política, dificuldades logísticas e pressão sobre recursos básicos cria um cenário de risco ampliado para milhões de pessoas.
A fala da chefe do FMI evidencia o desafio global de conter não apenas os conflitos armados, mas também suas consequências humanitárias, que tendem a se intensificar à medida que a crise se prolonga.
