O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afastou, nesta quinta-feira (9), a possibilidade de integrar uma eventual chapa presidencial como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reafirmou sua intenção de disputar o Palácio do Planalto. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Zema declarou que levará sua pré-candidatura “até o final” e ressaltou que nunca houve convite formal nem tratativas nesse sentido.
A fala ocorre em meio a especulações sobre uma possível composição entre os dois nomes. Embora tenha dito se sentir honrado por ser lembrado, o ex-governador foi direto ao descartar a hipótese. Segundo ele, o último encontro com Flávio Bolsonaro aconteceu há cerca de um mês, durante uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, sem que o tema tivesse avançado.
Zema também revelou que já havia comunicado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em agosto do ano passado, sua intenção de disputar a Presidência. De acordo com o relato, Bolsonaro teria avaliado positivamente a multiplicidade de candidaturas no campo da direita, defendendo que a união poderia ocorrer em um eventual segundo turno.
O ex-governador deixou o cargo recentemente, abrindo espaço para a posse do vice Mateus Simões (PSD), a quem declarou apoio nas próximas eleições. Zema destacou a atuação do sucessor, classificando-o como um aliado competente, embora ainda pouco conhecido por parte do eleitorado mineiro.
Durante a entrevista, o ex-governador também fez críticas contundentes a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Ele afirmou que determinadas condutas ultrapassariam o campo político e deveriam ser tratadas como crimes, defendendo inclusive a criação de um agravante penal para casos que classifiquem abusos de poder como traição à pátria.
Ao projetar possíveis ações em um eventual governo federal, Zema mencionou propostas como uma reforma administrativa com novas regras para servidores, a redução do número de ministérios e mudanças na Previdência Social, incluindo mecanismos automáticos de ajuste conforme a expectativa de vida da população.
Na comparação com outros nomes que também se colocam no cenário presidencial, como o governador Ronaldo Caiado (PSD), Zema afirmou manter uma postura mais incisiva em relação ao Supremo, defendendo que o tema precisa ser enfrentado com maior firmeza no debate público.
