O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta segunda-feira (13) que pretende recolocar a segurança pública como eixo central da gestão estadual. Em entrevista concedida a uma emissora de rádio no Agreste, o pessebista declarou que, sob seu comando, “bandido não terá vez” e que o tema será tratado com rigor técnico e acompanhamento direto do governador.
Durante a conversa, João Campos destacou que a condução da segurança deve ser baseada em planejamento, liderança e monitoramento constante, afastando, segundo ele, interferências políticas. O pré-candidato também fez críticas à atual gestão estadual, afirmando que houve um afastamento da Prefeitura do Recife de iniciativas na área de segurança, mesmo com a capital tendo participação anterior em programas estratégicos.
Ao apresentar diretrizes para uma eventual gestão, o socialista disse que pretende dividir a política de segurança em dois eixos: o fortalecimento da atuação policial, com metas rígidas e acompanhamento diário, e ações voltadas à prevenção, por meio de educação e qualificação profissional em áreas mais vulneráveis.
O pré-candidato também demonstrou preocupação com o avanço de organizações criminosas em Pernambuco, especialmente na Região Metropolitana do Recife. Segundo ele, o estado passou a enfrentar uma presença mais estruturada de facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), cenário que, de acordo com sua avaliação, exige resposta mais incisiva do poder público.
Além do enfrentamento ao crime organizado, João Campos afirmou que pretende adotar medidas específicas para combater a violência contra a mulher. Entre as propostas, está a criação de uma força-tarefa para agilizar investigações e julgamentos de crimes dessa natureza, com o objetivo de reduzir a sensação de impunidade.
Como exemplo de iniciativas já implementadas, o pré-candidato citou o uso de tecnologia na rede de saúde do Recife. De acordo com ele, sistemas baseados em inteligência artificial têm sido utilizados para identificar padrões em atendimentos médicos que possam indicar situações de violência doméstica, permitindo uma abordagem mais rápida e eficaz por parte dos profissionais de saúde.
As declarações reforçam o posicionamento do pré-candidato em torno de um dos temas mais sensíveis para o eleitorado pernambucano e sinalizam o tom que deve marcar o debate político nos próximos meses.
