A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) apresentou um projeto de lei que propõe a proibição da venda da chamada fita cola-rato em todo o país. A iniciativa ganhou visibilidade após a parlamentar divulgar um vídeo nas redes sociais, na última terça-feira (14), no qual detalha os motivos que a levaram a defender a medida.
Segundo Salabert, o uso desse tipo de armadilha impõe sofrimento prolongado aos animais capturados. Ela descreve que os roedores ficam presos por horas ou até dias, em um processo que pode levá-los à morte por exaustão, fome ou infecção. Durante esse período, os animais tentam escapar, se debatem intensamente e acabam agravando ainda mais o próprio estado, o que, na avaliação da deputada, configura uma prática cruel.
Além da questão ética, a parlamentar chama atenção para os riscos sanitários. De acordo com ela, o fato de o animal permanecer preso no local, urinando e defecando, transforma a armadilha em um potencial foco de contaminação. O problema, segundo argumenta, não se restringe apenas aos ratos: outros animais, como aves e até filhotes de gatos, também podem ser capturados acidentalmente, ampliando os impactos negativos.
A deputada reforça que o combate à presença de roedores nas cidades não deve ser tratado apenas com medidas pontuais, mas sim com políticas públicas estruturais. Para ela, a proliferação desses animais está diretamente ligada a falhas na gestão urbana, como deficiência na coleta de lixo, ausência de saneamento básico e problemas de drenagem.
A proposta legislativa busca não apenas retirar o produto das prateleiras, mas também incentivar a adoção de métodos de controle de pragas que não provoquem sofrimento. Na visão de Salabert, enfrentar o problema dos ratos passa por atacar suas causas, e não por recorrer a práticas que, além de cruéis, podem agravar questões de saúde pública.
