A possibilidade de a vereadora Paula Brito assumir a liderança da oposição na Câmara Municipal de Goiana começa a ganhar força nos bastidores da política local. A movimentação é articulada por aliados que defendem um papel mais ativo da parlamentar no enfrentamento político ao governo do prefeito Marcílio Régio.
A leitura desse grupo é direta: após o rompimento entre Eduardo Honório e Marcílio Régio, abriu-se um vácuo na Casa José Pinto de Abreu para a defesa mais contundente do legado da gestão anterior. Nesse cenário, o nome de Paula Brito surge como alternativa para ocupar esse espaço e fazer o contraponto aos discursos da base governista.
Honório, que administrou o município entre 2017 e 2020 de forma interina e de 2021 a 2024 como titular, tem sido alvo frequente de críticas no plenário. Para seus aliados, a ausência de uma liderança clara na oposição dificulta a construção de uma narrativa mais consistente de defesa.
Com a ampla maioria dos vereadores alinhados à gestão, a eventual ascensão de Paula ao posto pode reorganizar o tabuleiro político na Câmara, concentrando a resistência em torno de uma voz mais definida.
A estratégia, segundo interlocutores, é clara: dar a Honório uma voz de sustentação dentro do Legislativo, capaz de responder aos ataques e manter vivo o debate sobre sua gestão.
Nos bastidores, no entanto, há dúvidas sobre a disposição da vereadora em assumir o papel. Um parlamentar experiente ouvido sob reserva pelo Radar Político365 avaliou que a missão pode não ser encarada. “É um espaço que dá visibilidade, mas também traz muito desgaste. Não é todo mundo que quer assumir esse tipo de enfrentamento direto”, afirmou.
A decisão, caso se concretize, tende a acirrar ainda mais o clima político na Câmara de Goiana, onde a disputa entre grupos segue longe de arrefecer.
