O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou na terça-feira (5) que considera improvável uma nova indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A declaração foi feita em entrevista à Globonews, poucos dias após o Senado rejeitar o nome do jurista para a Corte.
A indicação de Messias foi barrada por 42 votos a 34, marcando um episódio raro na história política brasileira — a última rejeição de um indicado ao STF havia ocorrido ainda no século XIX, em 1894. Ao comentar o resultado, Alckmin disse não ter conversado diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma possível nova tentativa, mas avaliou que a recondução do nome não deve acontecer.
O vice-presidente também lamentou a não aprovação do indicado e sugeriu que o desfecho pode ter sido influenciado por motivações individuais de parlamentares. Durante a entrevista, ele aproveitou para criticar o cenário político recente no Congresso Nacional, mencionando decisões tomadas em sequência que, segundo ele, levantam questionamentos sobre a condução das votações.
Apesar das críticas, Alckmin indicou que o governo tende a tratar o episódio como superado. Ele ressaltou a importância de respeitar o resultado do Legislativo e seguir adiante, destacando que derrotas fazem parte do processo político. A fala reforça o tom de tentativa de pacificação após um revés considerado significativo para o Palácio do Planalto.
