A Prefeitura de Condado, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi alvo da Operação Sangria, deflagrada nesta terça-feira (25) pela Polícia Civil para investigar suspeitas de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em um contrato na área da saúde. A investigação aponta um possível prejuízo de R$ 5,2 milhões aos cofres públicos entre 2022 e 2024. As informações são do G1 Pernambuco.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a maior parte do valor, cerca de R$ 4,3 milhões, estaria relacionada a pagamentos feitos a profissionais de saúde que não apareciam nos registros oficiais de produção ambulatorial. Outros R$ 875 mil seriam de serviços terceirizados sem comprovação de execução.
A investigação envolve repasses da Prefeitura de Condado ao Instituto Reviver Brasil (IRB), organização social sediada em Catende. Entre os investigados está Rinaldo Barros (PV), ex-dirigente do instituto e atual vice-prefeito de Catende.
A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de ativos financeiros. O TCE também apontou problemas de transparência e possíveis falhas na fiscalização do contrato.
O órgão recomendou a devolução dos valores considerados irregulares aos cofres públicos. A Polícia Civil segue apurando o caso.
Até a última atualização, o IRB, as prefeituras de Condado e Catende e Rinaldo Barros não haviam se manifestado sobre as acusações.
