A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pediu direito de resposta após declarações feitas pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante sabatina exibida pela TV Globo na sexta-feira (28).
A representação foi apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição de Lula. A Globo também foi incluída no processo. Segundo os advogados da campanha petista, Flávio teria feito declarações consideradas falsas e descontextualizadas sobre Lula e a disputa eleitoral.
Entre os temas questionados estão as urnas eletrônicas, os atos de 8 de Janeiro, a homenagem concedida ao ex-capitão Adriano da Nóbrega, a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e o salário mínimo.
Durante a entrevista, Flávio afirmou que respeitará o resultado das urnas, mesmo se for derrotado. Sobre o 8 de Janeiro e a condenação de Jair Bolsonaro, classificou o processo como uma “grande farsa”. Também defendeu que a homenagem a Adriano da Nóbrega ocorreu antes de surgirem acusações contra o policial.
O candidato ainda responsabilizou Lula pelo tarifaço dos Estados Unidos e criticou a política econômica do atual governo. Ao longo dos cerca de 40 minutos de entrevista, Flávio citou Lula pelo nome ao menos 17 vezes.
A campanha petista quer que eventual direito de resposta seja exibido no mesmo programa e em até 48 horas após a decisão, com tempo de resposta de pelo menos o dobro do trecho considerado ofensivo ou inverídico. O caso foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques.
A disputa judicial ocorre nos dois lados. Flávio também acionou o TSE contra declarações feitas por Lula em sua própria sabatina. Além disso, a campanha petista pediu a cassação do registro e a inelegibilidade de Flávio por oito anos por sua participação na Festa do Peão de Barretos.



