A disputa eleitoral em Pernambuco ganhou um novo capítulo neste fim de semana, mas desta vez com ataques direcionados à vida pessoal da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Cartazes anônimos foram espalhados em diferentes pontos do Recife com mensagens que fazem acusações sobre a morte do empresário Fernando Lucena, marido da governadora, ocorrida em 2022.
Uma das peças traz a foto de Raquel acompanhada da frase “ela matou o marido para ganhar a eleição”. Em outro material, a governadora aparece em uma montagem ao lado de Elize Matsunaga e Flordelis, mulheres condenadas por crimes relacionados à morte dos próprios maridos, sob a expressão “Matadoras de maridos”.
Fernando Lucena morreu aos 44 anos, em outubro de 2022, após sofrer um mal súbito no dia do primeiro turno das eleições para o Governo de Pernambuco. Na época, Raquel, então candidata pelo PSDB, decidiu continuar na disputa e chegou ao segundo turno, quando venceu Marília Arraes.
Após tomar conhecimento dos cartazes, Raquel registrou boletins de ocorrência na Polícia Federal e na Polícia Civil. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a governadora apareceu emocionada e pediu respeito à família e à memória do marido.
“Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite quem não está mais aqui, respeite minha dor”, afirmou.
A coligação Pernambuco de Coração também informou que pretende acionar o Ministério Público Eleitoral para que sejam identificados os responsáveis pela produção e instalação dos materiais. Até o momento, não há identificação pública de quem confeccionou ou espalhou os cartazes.
O episódio provocou reação de adversários de Raquel. João Campos (PSB) classificou os materiais como “um completo absurdo” e afirmou que qualquer tentativa de atribuir a autoria à sua campanha será levada à Justiça. A campanha de Ivan Moraes também repudiou os ataques e defendeu a investigação.
As acusações estampadas nos cartazes, portanto, não são apresentadas pelas reportagens consultadas como fatos comprovados, mas como ataques sem autoria identificada que agora serão alvo de investigação policial e eleitoral.



