O senador Rogério Marinho (PL-RN) reagiu duramente às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (3), o parlamentar chamou o presidente de “mal-intencionado” e criticou a promessa de redução da jornada sem diminuição dos salários.
A reação ocorreu após Lula acusar a oposição de atuar para impedir o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado. O presidente afirmou que o grupo de oposição, liderado pelo coordenador da campanha de seu adversário na disputa presidencial, teria trabalhado contra a votação da matéria em plenário.
Marinho rebateu diretamente o petista e afirmou que a proposta apresentada pelo governo seria uma tentativa de convencer a população de que a redução da jornada não produziria consequências econômicas.
“Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado”, escreveu o senador.
O parlamentar também classificou a proposta como o “golpe da picanha 2”, em referência a uma promessa feita por Lula durante a campanha presidencial de 2022. Segundo Marinho, a redução da jornada sem redução salarial poderia provocar aumento de preços, fechamento de empresas, desemprego e crescimento da informalidade.
“Você é um ladrão da esperança. Tem um projeto de poder e não um projeto de país”, afirmou Marinho.
Lula, por sua vez, defendeu o fim da escala 6×1 e argumentou que os trabalhadores devem ter um dia adicional de descanso sem redução salarial. O presidente comparou as críticas à proposta com os argumentos utilizados no passado contra a criação de direitos trabalhistas, como férias e 13º salário.
O petista também afirmou que a atual jornada prejudica a saúde mental, a convivência familiar e a produtividade dos trabalhadores.
A discussão ganhou força depois que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC que prevê o fim da escala 6×1. A votação ocorreu de forma simbólica, mas Marinho e outros senadores da oposição solicitaram o registro de seus votos contrários.
A proposta ainda precisa avançar no Senado antes de chegar a uma eventual promulgação. O governo busca construir um acordo para levar a matéria ao plenário, enquanto a oposição mantém críticas aos possíveis impactos econômicos da mudança.
*Com informações do Pleno News



