A espaçonave Starship, da SpaceX, alcançou a órbita da Terra pela primeira vez nesta segunda-feira (28) e concluiu sua missão com um pouso controlado no Oceano Pacífico. O voo representa um marco no desenvolvimento do projeto comandado pela empresa de Elon Musk, que pretende utilizar o veículo em futuras missões espaciais.
O lançamento ocorreu às 9h48, no horário de Brasília, a partir da base da SpaceX no sul do Texas, nos Estados Unidos. Esta foi a 14ª missão de teste da Starship desde 2023 e a primeira em que o veículo conseguiu atingir efetivamente a velocidade necessária para entrar em órbita.
Durante a subida, um dos motores Raptor apresentou uma falha e foi desligado antes do previsto. Mesmo com o problema, os engenheiros avaliaram que a nave ainda poderia prosseguir com a missão. Uma nova queima de motor permitiu que a Starship alcançasse uma órbita baixa, a aproximadamente 275 quilômetros de altitude.
Já em órbita, a nave colocou no espaço 26 satélites Starlink V3, de nova geração. Segundo informações divulgadas pela SpaceX, todos os satélites foram implantados e estavam funcionando normalmente após a separação.
A missão, inicialmente planejada para durar cerca de dez horas e completar várias voltas ao redor da Terra, foi encurtada para aproximadamente três horas. Após o cumprimento dos principais objetivos, a Starship iniciou o retorno e realizou a reentrada na atmosfera antes de atingir o Pacífico.
Apesar de o retorno ter terminado com fogo e a nave tombar após tocar o oceano, a missão cumpriu etapas consideradas fundamentais para o desenvolvimento do veículo. A Starship foi projetada para ser reutilizável e, no futuro, realizar missões mais complexas, incluindo voos para a Lua e outras operações espaciais.
O voo também representa um avanço para os planos da SpaceX de utilizar a Starship em lançamentos de satélites e em futuras missões da NASA. Antes disso, a empresa ainda precisa demonstrar outras capacidades, como o reabastecimento em órbita e a recuperação completa do veículo.
*Com informações da Agência EFE




