O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do Tigrinho” durante atos de campanha nesta semana. A declaração ocorre em meio à nova ofensiva do governo federal contra as apostas on-line e os chamados cassinos virtuais.
Em ato realizado em Aracaju (SE), no domingo (27), Flávio afirmou que Lula teria “liberado o Tigrinho” e os cassinos on-line. Em tom de ironia, o senador chegou a apresentar um papel com a inscrição “Exame de DNA: Lula é o pai do Tigrinho”, em referência à expressão que vem utilizando contra o adversário.
A declaração faz parte de uma sequência de críticas de Flávio ao presidente sobre a política de apostas. No sábado (26), durante uma carreata em São João de Meriti (RJ), o candidato também chamou Lula de “pai do cassino on-line” e afirmou que o presidente estaria “desesperado”.
O embate ganhou força depois que Lula assinou uma medida provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas esportivas e jogos on-line no país. A medida estabelece que as plataformas deixem de operar até 6 de outubro.
A origem e a regulamentação das apostas, porém, são alvo de disputa no discurso eleitoral. As apostas esportivas foram legalizadas em 2018, durante o governo Michel Temer. Durante a gestão Jair Bolsonaro, a regulamentação prevista não foi concluída. Já no governo Lula, em 2023, o Congresso aprovou e o presidente sancionou a legislação que estabeleceu regras para o funcionamento e a tributação das apostas.
A campanha de Lula contesta a associação feita por Flávio e acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que a propaganda eleitoral do candidato do PL divulga desinformação ao atribuir ao atual presidente a responsabilidade pela entrada dos cassinos on-line no mercado brasileiro.




