O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma investigação contra a chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suspeita de abuso de poder político em ano eleitoral. A decisão foi tomada pelo corregedor-eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, após uma representação apresentada pelo partido Novo.
A ação questiona 35 medidas adotadas pelo governo federal em 2026, que, segundo a legenda, poderiam representar o uso da estrutura pública para favorecer eleitoralmente a chapa presidencial. Entre as iniciativas estão o reajuste do Bolsa Família e a ampliação de subsídios aos combustíveis.
Alckmin também foi incluído na investigação por sua participação em eventos nos quais algumas dessas medidas foram anunciadas. Para o ministro, há elementos suficientes para dar andamento à apuração.
O corregedor determinou que Lula e Alckmin sejam notificados e apresentem suas defesas no prazo de cinco dias.
Na representação, o Novo também aponta que a quantidade de medidas questionadas em 2026 iguala o total de iniciativas semelhantes adotadas entre 2023 e 2025. A investigação deverá apurar se houve utilização de ações governamentais com finalidade de obter vantagem eleitoral.




