A influenciadora Martha Graeff não compareceu à sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (23), provocando reação imediata do presidente do colegiado, o senador Carlos Viana. Diante da ausência, ele afirmou que pretende solicitar a condução coercitiva da convocada, caso não haja justificativa formal para o não comparecimento.
Graeff havia sido chamada a depor por iniciativa do deputado federal Kim Kataguiri, que apontou a influenciadora como alguém de confiança próxima do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo o parlamentar, essa relação poderia contribuir para esclarecer o teor de reuniões privadas mantidas pelo banqueiro com autoridades públicas.
O interesse da comissão se intensificou após a divulgação de mensagens que indicariam que Vorcaro compartilhava com Graeff detalhes sobre encontros presenciais com figuras de alto escalão da República. Entre os nomes mencionados estão o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Apesar do convite oficial, a influenciadora não foi localizada pela comissão e tampouco houve retorno por parte de sua defesa. A ausência sem justificativa abre caminho para medidas mais rigorosas por parte do colegiado, que pode recorrer à Justiça para garantir o depoimento.
A possível condução coercitiva é vista como um instrumento para assegurar o avanço das investigações, que buscam esclarecer eventuais irregularidades e a relação entre agentes privados e autoridades públicas. O caso adiciona novos elementos à CPMI do INSS, que já reúne uma série de depoimentos e documentos em análise, ampliando o alcance das apurações.