O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou nesta terça-feira a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em razão do estado de saúde do ex-presidente, que segue internado em Brasília.
Bolsonaro está hospitalizado no Hospital DF Star, onde se recupera de complicações surgidas durante o período em que esteve preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Diagnosticado com broncopneumonia bacteriana, ele apresentou melhora clínica nos últimos dias, o que possibilitou sua transferência da Unidade de Terapia Intensiva para um quarto. Apesar da evolução no quadro, o ex-presidente permanece sob cuidados médicos, com uso de antibióticos e sem previsão de alta.
A decisão de Moraes leva em consideração a necessidade de acompanhamento contínuo e a gravidade do estado de saúde de Bolsonaro. Com isso, o ex-presidente deixará o regime fechado, ao qual estava submetido desde 25 de novembro de 2025, quando iniciou o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na articulação de uma trama golpista.
A prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias, período considerado essencial para a recuperação do ex-chefe do Executivo. Ao final desse prazo, caberá ao próprio ministro avaliar a evolução do quadro clínico e decidir se a medida será prorrogada ou se Bolsonaro deverá retornar ao sistema prisional.
A decisão deve provocar novos desdobramentos políticos e jurídicos, reacendendo debates sobre os limites entre questões humanitárias e o cumprimento de penas em casos de grande repercussão nacional.
Com informações da Veja.
