Nos bastidores da política de Goiana, uma pergunta começa a circular com cada vez menos filtro: até que ponto a palavra de Eduardo Honório ainda sustenta acordos?
O incômodo não nasce de um episódio isolado — mas de uma sequência que se repete.
Em 2022, Honório declarou apoio a Mário Ricardo para deputado estadual, mas no meio do caminho dividiu o palanque com Antônio Moraes. No segundo turno, chegou a posar ao lado de Marília Arraes e anunciar apoio, mas voltou atrás e migrou para Raquel Lyra quando a vitória da adversária já era considerada iminente.
Em 2024, prometeu estrutura e chapas competitivas para vereadores da sua base. Na prática, muitos ficaram pelo caminho, inclusive dentro do próprio partido. Nos bastidores, o grupo só não naufragou completamente porque os próprios vereadores do União Brasil precisaram montar, às pressas, uma operação para não sucumbir ao chamado “chapão da morte”.
No mesmo ano, também voltou atrás em um acordo com vereadores sobre a eleição de Eduardo Batista para a presidência da Câmara. Tentou mudar o rumo da disputa já em andamento para viabilizar o nome da vereadora Paula Brito, mas não obteve sucesso.
Em 2025, o movimento ganha outro peso. Honório participou diretamente da construção da eleição de Marcílio Régio e, segundo relatos, firmou compromisso de permanecer no grupo e não disputar qualquer cargo em 2026. Após a vitória, chegou a reforçar esse alinhamento junto a secretários e aliados. Inclusive chegou até fazer juras de amor a João Campos para apoia-lo para governador.
Mas, mais uma vez, o roteiro mudou.
Rompeu com Marcílio, deixou o grupo político que ajudou a eleger e passou a se movimentar como pré-candidato a deputado federal, com apoio da federação União Progressista e declarou apoio a Raquel Lyra.
Nos bastidores, a avaliação já não é cautelosa — é direta.
“Não é a primeira vez. O problema não é mudar de posição, é mudar depois de assumir compromisso”, resumiu uma fonte.
Diante dessa sequência, a dúvida que fica é simples — e incômoda:
A palavra de Honório ainda sustenta acordo político?
Em Goiana, cada vez mais gente acha que não.
LUTO OFICIAL
Com pesar, o prefeito Marcílio Régio decretou luto oficial de três dias pelo falecimento de Severino Feliciano da Silva, o Mestre Biloco, em reconhecimento à sua inestimável contribuição para a cultura popular goianense.
VEM MAIS TESOURADAS?
Há quem afirme que as exonerações ocorridas na última semana foram apenas um aperitivo diante do que ainda está por vir. Nos bastidores, comenta-se que quem boicotar o governo será exonerado pelo prefeito Marcílio Régio.
ABERTO AO DIÁLOGO
O novo secretário de Turismo e Cultura de Goiana, Edypo Pessoa, não perdeu tempo. Após assumir a pasta, já iniciou os primeiros dias em campo, buscando a classe cultural goianense para estabelecer diálogo e firmar parcerias.
CORRIDA ELEITORAL
O ex-vereador Flávio Fubá bateu o martelo e seguirá ao lado do presidente da Câmara Municipal do Recife, o vereador Romerinho Jatobá, em seu projeto para se eleger deputado estadual. A aliança foi celebrada por Romerinho nas redes sociais.
