Durante a passagem pela Austrália nesta quinta-feira (16), Meghan Markle fez declarações contundentes sobre os impactos das redes sociais em sua vida pessoal. A duquesa de Sussex afirmou que se considera “a pessoa mais atacada do mundo” nas plataformas digitais, ao comentar anos de exposição e assédio online.
Meghan e o príncipe Harry estão no país em sua primeira visita oficial desde que decidiram se afastar das funções da família real britânica e se mudaram para os Estados Unidos em 2020, onde vivem com os dois filhos. Na terça-feira, o casal iniciou a agenda na Austrália, participando de compromissos ligados a causas sociais.
Em Melbourne, eles se reuniram com integrantes da organização Batyr, que atua na área de saúde mental entre jovens, e aproveitaram o encontro para levantar um alerta sobre o ambiente digital. Meghan relatou que, ao longo da última década, convive diariamente com ataques virtuais e campanhas de ódio direcionadas a ela.
Segundo a duquesa, o modelo das plataformas digitais contribui para a amplificação desse tipo de comportamento. Ela criticou o que chamou de lógica baseada em engajamento a qualquer custo, afirmando que muitas redes sociais acabam alimentando a crueldade para gerar mais cliques e lucro. Ainda assim, reforçou a importância de resistência diante desse cenário, especialmente entre os mais jovens.
O príncipe Harry também participou das discussões e destacou o impacto emocional das redes sociais, afirmando que elas têm contribuído para o aumento da solidão em diversas pessoas ao redor do mundo. Em seu relato, ele voltou a mencionar a morte da mãe, a princesa Diana, que faleceu em 1997 em um acidente de carro em Paris enquanto era perseguida por paparazzi.
Harry afirmou que, após a tragédia, passou a rejeitar a exposição intensa ligada à vida na família real. Segundo ele, a experiência marcou profundamente sua visão sobre a imprensa e a pressão pública, reforçando seu desconforto com esse tipo de ambiente desde a infância.
A visita do casal à Austrália tem sido marcada por discursos voltados à saúde mental, bem-estar e críticas ao impacto da exposição midiática e digital na vida contemporânea.
