A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou, na última sexta-feira (1º), uma reformulação significativa nas regras de seleção do Oscar, com destaque para mudanças que prometem tornar a disputa por Melhor Filme Internacional mais ampla e menos restritiva.
A principal novidade é a flexibilização dos critérios de elegibilidade. A partir da próxima edição, filmes não dependerão exclusivamente da indicação oficial de seus países para concorrer na categoria. Obras que tenham conquistado reconhecimento prévio em festivais de prestígio ao redor do mundo poderão entrar na disputa, ampliando o alcance e a diversidade das produções participantes. Eventos como o Festival de Cannes, o Festival de Berlim, o Festival de Veneza, o Festival de Sundance e o Festival de Busan passam a ter papel relevante nesse novo modelo.
Mesmo com a abertura, os países continuarão podendo submeter um filme por ano, com prazo definido até 30 de setembro de 2026 para a edição de 2027. A estatueta seguirá sendo entregue ao diretor, com identificação do filme, do cineasta e do país de origem gravados na peça.
Outro ponto de destaque nas novas diretrizes envolve o uso de Inteligência Artificial nas produções. A Academia estabeleceu critérios mais rígidos para preservar a autenticidade artística: performances criadas por IA ou significativamente alteradas por meios digitais não poderão concorrer nas categorias de atuação. Além disso, roteiros precisarão ser escritos por humanos para serem considerados elegíveis. A instituição também poderá solicitar informações adicionais às produções para garantir que o uso de tecnologia respeite as novas normas.
As mudanças refletem uma tentativa da Academia de acompanhar a evolução da indústria cinematográfica, equilibrando inovação tecnológica com a valorização da autoria humana, ao mesmo tempo em que amplia o acesso de diferentes cinematografias ao reconhecimento global.
