O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista concedida à CNN Brasil na última sexta-feira, que não mentiu ao negar ter cobrado recursos do empresário Daniel Vorcaro pouco antes da divulgação de mensagens pelo portal Intercept Brasil envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio alegou que optou por não detalhar a relação com Vorcaro por estar submetido a um acordo de confidencialidade ligado ao longa-metragem. Segundo ele, sua postura foi interpretada de forma equivocada. Durante a entrevista, o senador afirmou que já esperava ataques políticos e acusou adversários de utilizarem a imprensa para desgastar sua imagem em razão do crescimento de sua pré-candidatura.
O parlamentar também declarou que não cometeu irregularidades e afirmou estar preparado para enfrentar o ambiente político da disputa presidencial. Em tom emocional, disse que seguirá na corrida eleitoral apesar das dificuldades e acrescentou que sua candidatura estaria incomodando setores do poder.
As declarações ocorreram após a divulgação de um áudio atribuído ao senador, datado de 8 de setembro, no qual ele aparece cobrando recursos de Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”. Segundo informações divulgadas pelo Intercept Brasil, o projeto teria orçamento estimado em R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 61 milhões seriam destinados diretamente à produtora responsável pelo longa.
Na gravação, Flávio menciona preocupação com parcelas atrasadas e relata tensão nos bastidores da produção devido aos pagamentos pendentes envolvendo nomes internacionais ligados ao projeto, como o ator Jim Caviezel, conhecido pelo filme A Paixão de Cristo, e o diretor Cyrus Nowrasteh.
O senador também fez referência às dificuldades enfrentadas por Vorcaro em meio à crise do Banco Master, que acabou sendo liquidado pelo Banco Central no ano passado. Em mensagens reveladas pela reportagem, Flávio demonstra apoio pessoal ao empresário e afirma que permaneceria ao lado dele “sem meia conversa”.
Durante a entrevista, o pré-candidato ainda afirmou que tem reforçado a segurança em agendas públicas e declarou que participa de compromissos de pré-campanha utilizando colete à prova de bala e faca. Segundo ele, a disputa presidencial representa riscos pessoais, mas garantiu que continuará defendendo seu projeto político para 2026.
