A Associação Municipalista de Pernambuco deu um passo considerado histórico para a modernização da gestão pública no estado ao se tornar a primeira associação municipalista do Brasil a firmar convênio com a Confederação Nacional de Municípios para implantação de uma plataforma de e-commerce voltada às administrações municipais. O acordo foi assinado nesta terça-feira (19), durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, e deve beneficiar diretamente as 184 cidades pernambucanas.
Batizada de “e-compras CNM”, a ferramenta funcionará como um grande marketplace destinado exclusivamente às compras públicas. A plataforma já inicia suas atividades reunindo mais de 80 mil fornecedores credenciados, permitindo que os municípios realizem aquisições de maneira mais rápida, transparente e eficiente.
A expectativa é que a nova tecnologia transforme a rotina administrativa das prefeituras, reduzindo drasticamente o tempo necessário para concluir processos de compras governamentais. Procedimentos que antes levavam cerca de três meses poderão ser finalizados em até dois dias, graças ao sistema de credenciamento direto entre municípios e fornecedores.
Presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas destacou que a iniciativa representa uma mudança importante no modelo tradicional de compras públicas. Segundo ele, a plataforma amplia a competitividade, garante mais segurança e proporciona economia para os cofres municipais, além de tornar todo o fluxo administrativo muito mais ágil.
Já o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que a proposta cria um ambiente mais transparente e moderno para as prefeituras. Ele ressaltou ainda que Pernambuco se tornou o primeiro estado do país a aderir ao projeto, classificando a ferramenta como um avanço importante para a inovação na gestão municipal.
Para Pedro Freitas, a parceria inaugura uma nova etapa de eficiência administrativa em Pernambuco. O gestor acredita que a plataforma ajudará os municípios a otimizar recursos públicos, acelerar resultados e garantir igualdade de acesso às ferramentas de modernização, independentemente do porte das cidades pernambucanas.
