Em uma nova tentativa de ampliar o número de combatentes no conflito contra a Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que prevê o perdão de dívidas para cidadãos que ingressarem nas Forças Armadas do país. A medida, anunciada na última segunda-feira (25), permite o cancelamento de débitos de até 10 milhões de rublos, valor equivalente a cerca de R$ 695 mil, para militares que assinarem contratos de serviço e para seus respectivos cônjuges.
O benefício será destinado aos russos que firmarem vínculo com o Exército para atuar na chamada “operação militar especial”, expressão utilizada pelo Kremlin para se referir à guerra na Ucrânia. De acordo com as regras estabelecidas, os contratos deverão ter duração mínima de um ano e ter sido assinados após 1º de maio deste ano para que os participantes possam ter acesso ao programa de perdão das dívidas.
A iniciativa se soma a uma série de incentivos econômicos oferecidos pelo governo russo desde o início da ofensiva militar. Além dos salários considerados atrativos para novos recrutas, Moscou tem buscado ampliar os mecanismos de apoio financeiro aos cidadãos que aceitam integrar as tropas. A estratégia ocorre em meio à necessidade contínua de reposição de efetivo em um conflito que já se estende por mais de quatro anos e segue consumindo recursos humanos e financeiros em larga escala.
Paralelamente ao anúncio, Putin também voltou a defender medidas voltadas aos veteranos que retornam da guerra. O líder russo afirmou que os ex-combatentes devem receber oportunidades de reintegração à vida civil, incluindo o acesso a cargos profissionais de destaque. A declaração reforça o esforço do governo para valorizar aqueles que participaram do conflito e manter o apoio interno à campanha militar em curso.
