O bilionário e cofundador da Microsoft, Bill Gates, negou nesta quarta-feira (10) ter conhecimento de atividades criminosas praticadas por Jeffrey Epstein e afirmou nunca ter participado de qualquer conduta ilegal relacionada ao caso. A declaração foi feita durante depoimento prestado ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Em sua fala, Gates declarou que jamais presenciou indícios de crimes em andamento por parte de Epstein e ressaltou que nunca esteve em propriedades frequentemente associadas ao financista, como sua ilha particular, fazenda ou residência na Flórida. O empresário também afirmou que nunca prejudicou ou vitimizou qualquer pessoa.
A convocação ocorreu após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça norte-americano que trouxeram novos detalhes sobre a rede de contatos de Epstein, incluindo empresários, políticos e outras figuras públicas. O nome de Gates aparece entre os registros analisados pelas autoridades, o que levou parlamentares a buscarem esclarecimentos sobre a relação entre os dois.
Ao chegar ao Capitólio, Gates afirmou que espera contribuir para o trabalho da comissão e para os esforços de busca por justiça às vítimas. Um representante do empresário reforçou que ele nunca participou nem teve conhecimento das atividades ilegais atribuídas a Epstein.
O caso voltou a ganhar repercussão após a divulgação de documentos que incluem um rascunho de e-mail atribuído a Epstein, no qual o financista faz referências à vida pessoal de Gates. O empresário já havia admitido anteriormente que manter contato com Epstein foi um erro, mas sempre negou qualquer envolvimento com os crimes investigados.
A apuração conduzida pelo Congresso faz parte de uma série de investigações e oitivas relacionadas ao caso Epstein, que continua despertando atenção internacional anos após a morte do financista, ocorrida em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.
