A sessão plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), realizada na última terça-feira (9), foi marcada por um intenso confronto político entre parlamentares do PT e o deputado estadual Pastor Júnior Tércio (PP). A tensão teve início após o anúncio de que o Partido dos Trabalhadores decidiu adotar medidas judiciais contra o parlamentar por publicações nas redes sociais que associam a legenda a organizações criminosas.
Durante seu pronunciamento, Pastor Júnior Tércio fez duras críticas ao PT e reafirmou o conteúdo de uma postagem em que compara o partido a facções criminosas e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O deputado também declarou que não recuará das afirmações e afirmou estar preparado para responder aos processos judiciais movidos pela legenda.
A reação dos parlamentares petistas foi imediata. O primeiro a se manifestar foi o deputado Doriel Barros, que classificou a publicação como um ataque à democracia e saiu em defesa da trajetória do partido, destacando ações dos governos petistas voltadas ao combate à fome e à inclusão social.
Na sequência, a deputada Dani Portela elevou o tom das críticas ao parlamentar do PP. Em discurso contundente, acusou Pastor Júnior Tércio de utilizar um discurso que estimula a intolerância e a discriminação, além de questionar sua postura política e religiosa. Segundo a deputada, os ataques ao PT fazem parte de uma estratégia para manter relevância no campo conservador.
O debate ganhou novos capítulos com as manifestações dos deputados João Paulo e João Paulo Costa, que também repudiaram as declarações do parlamentar. João Paulo confirmou que o Partido dos Trabalhadores seguirá com medidas judiciais contra Pastor Júnior Tércio, alegando que as publicações ultrapassam os limites do debate político e configuram ofensas à legenda.
O episódio acirrou os ânimos no plenário e evidenciou o clima de polarização política que tem marcado os debates entre governo e oposição, tanto nas redes sociais quanto dentro do Legislativo pernambucano.
