Mensagens atribuídas à lobista Roberta Luchsinger, obtidas pela Polícia Federal e divulgadas nesta segunda-feira (21), relatam viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e acesso ao Palácio do Planalto. O conteúdo também menciona a proximidade dela com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Em novembro de 2023, Luchsinger afirmou em um áudio que viajaria “de FAB” com o filho do presidente Lula e que, por isso, não conseguiria controlar os horários de embarque. Meses antes, em março, ela havia escrito à mãe que tinha ido para Brasília no “aero Lula”. Registros oficiais confirmam que ela entrou no Palácio do Planalto naquele período.
Em outra conversa, de junho de 2025, a lobista disse estar dentro do Planalto, na “sala do pai do Fábio”, expressão que, segundo as mensagens, era usada por ela para se referir a Lula.
Roberta é investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. A PF também investiga possíveis relações entre ela, Lulinha e Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo as investigações, uma consultoria ligada a Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de uma empresa associada a Antunes.
Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram suspeitas de tráfico de influência. Ele nega irregularidades.
As mensagens também entram em contraste com uma declaração dada por Lula em agosto, quando o presidente afirmou que nunca havia visto ou conversado com Roberta Luchsinger.




