A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou agosto em R$ 9,293 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado representa uma alta nominal de 0,04% em relação a julho, quando o estoque estava em aproximadamente R$ 9,289 trilhões.
Apesar do aumento, o Tesouro registrou resgate líquido de R$ 84,43 bilhões no mês. Foram emitidos R$ 211,62 bilhões em títulos, enquanto os resgates alcançaram R$ 296,05 bilhões. A elevação do estoque ocorreu principalmente pela incorporação de R$ 88,39 bilhões em juros.
Outro dado que chamou atenção no relatório foi a participação dos títulos remunerados por taxas flutuantes, que passou de 51,11% em julho para 52,74% em agosto. De acordo com o Tesouro, esse é o maior percentual da série histórica iniciada em dezembro de 2000.
Os títulos vinculados a índices de preços representaram 23,22% da dívida, enquanto os títulos prefixados corresponderam a 20,31% do estoque total. O prazo médio da DPF também aumentou, passando de 4,05 anos para 4,10 anos.
O custo médio acumulado nos últimos 12 meses subiu de 12,45% ao ano, em julho, para 12,59% ao ano em agosto. Já a parcela da dívida com vencimento previsto para os próximos 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%.
A reserva de liquidez do Tesouro Nacional terminou agosto em R$ 1,208 trilhão, ante R$ 1,371 trilhão no mês anterior. Segundo o governo federal, o volume é suficiente para cobrir aproximadamente 7,18 meses de vencimentos da dívida.
Os números fazem parte do Relatório Mensal da Dívida, divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (28). O documento reúne dados sobre estoque, emissões, resgates, composição, vencimentos, custos e reserva de liquidez da dívida pública federal.
*Com informações AE




