O Tribunal de Justiça do Espírito Santo instaurou uma investigação administrativa para esclarecer um episódio inusitado que tomou conta do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim: o aparecimento de uma calcinha em uma sala de acesso restrito, no Núcleo de Audiências de Custódia. O caso, ocorrido no fim de outubro, mobilizou juízes, servidores e até câmeras de segurança do prédio.
A peça íntima, aparentemente usada, foi encontrada por duas servidoras no dia 29 de outubro, quando chegaram para trabalhar. A sala havia permanecido trancada no dia anterior, por conta do feriado do Dia do Servidor, o que aumentou o mistério em torno da origem do objeto.
Diante da situação, o juiz André Guasti Motta, coordenador do núcleo, pediu a “apuração imediata” do caso, classificando o episódio como “grave”. Segundo o magistrado, o ambiente contém documentos sob segredo de Justiça e equipamentos de informática que exigem vigilância constante.
As câmeras de segurança que monitoram o corredor de acesso à sala estão sendo analisadas para tentar identificar qualquer movimentação suspeita. O controle de entrada e saída de pessoas do edifício também foi revisado.
O diretor do fórum, juiz Bernardo Fajardo Lima, informou que nenhum documento foi extraviado nem houve violação aos sistemas do Judiciário. No entanto, o acesso indevido ao local ainda não foi descartado.
Uma segunda hipótese considerada é a de que a calcinha possa ter caído acidentalmente da bolsa de algum servidor ou servidora. Segundo Fajardo, é comum que funcionários levem roupas sobressalentes para atividades físicas antes do expediente.
O caso, que já ganhou o apelido de “mistério da calcinha do fórum”, segue sob apuração interna.
*Com informações da Agência AE
