O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apresentou, nesta quarta-feira (30), propostas para ampliar e descentralizar a rede estadual de saúde durante sabatina promovida pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Estabelecimentos de Saúde de Pernambuco (SindHosp).
Entre as propostas apresentadas está a construção de quatro novos hospitais, incluindo o Hospital Geral Metropolitano, previsto com 900 leitos, além de unidades no Sertão do Araripe, em Petrolina e no Agreste.
Durante a sabatina, João Campos defendeu que a ampliação da rede seja acompanhada de planejamento, orçamento e gestão por resultados. “Não adianta ter conversa com a saúde se não tiver planejamento e resultado. A saúde precisa ter orçamento, precisa ter planejamento e precisa ter gestão”, afirmou.
O candidato também defendeu a descentralização dos serviços de alta complexidade. A proposta é que os pernambucanos tenham acesso a equipamentos especializados em um raio de até duas horas de deslocamento. Na área de oncologia, João citou a implantação de um Centro de Tratamento de Câncer no Sertão, ao lado do Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada.
Outra proposta apresentada foi a implantação de um sistema de prontuário eletrônico integrado na rede estadual. Segundo João, a medida permitiria que o histórico do paciente, incluindo exames, medicamentos e tratamentos anteriores, estivesse disponível em diferentes unidades de saúde.
“Não adianta o paciente chegar em um serviço e a informação dele ficar naquele lugar. É preciso ter interoperabilidade, saber o que ele já fez, quais exames já realizou, qual medicamento está tomando”, disse.
João também defendeu o fortalecimento da indústria da saúde em Pernambuco, com produção de medicamentos e insumos, pesquisa e formação profissional. Segundo ele, há tratativas para a implantação de uma linha de produção de medicamentos injetáveis, com investimento estimado em R$ 120 milhões.
Durante a sabatina, o candidato ainda criticou a condução da política estadual de saúde e defendeu uma repactuação da área, associando a ampliação dos recursos a investimentos e melhoria dos serviços.
“É preciso construir um tempo em que as coisas aconteçam de verdade, não apenas na fala, mas na ação. E a saúde é um exemplo disso. A gente precisa ter orçamento, gestão, planejamento e resultado”, afirmou João Campos.




