Em encontro com investidores do mercado financeiro nesta quarta-feira (10), o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que ainda precisa consolidar sua imagem política para ampliar espaço na disputa eleitoral de 2026.
Durante a conversa, realizada com representantes do setor financeiro, Santos reconheceu que enfrenta resistência de parte do meio político, mas garantiu que trabalha para demonstrar a viabilidade de seu projeto. Segundo ele, o objetivo é conquistar credibilidade suficiente para construir alianças e ampliar sua participação no debate nacional.
Questionado sobre uma possível composição com os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, nomes frequentemente citados como alternativas à polarização entre PT e bolsonarismo, Renan indicou que eventuais conversas dependerão do fortalecimento de sua própria candidatura. Para ele, a construção de uma frente política exige reconhecimento mútuo e respeito entre os envolvidos.
O pré-candidato também defendeu que sua trajetória o diferencia de outros nomes da direita por não manter alinhamento automático com o bolsonarismo nem com setores do chamado Centrão. Segundo Santos, essa posição pode ampliar seu potencial de crescimento entre eleitores que buscam uma alternativa aos grupos políticos tradicionais.
Ao abordar o cenário eleitoral, Renan voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro, apontando que pretende explorar as diferenças entre os projetos políticos durante a campanha. Ele afirmou ainda acreditar que poderá atrair parte do eleitorado antipetista caso consiga se consolidar como uma opção competitiva na corrida presidencial.
Além da pauta eleitoral, o fundador do MBL apresentou posições sobre economia e política externa. Defendeu a realização de reformas fiscais e privatizações em determinados setores, mas ponderou que a Petrobras deve ser tratada de forma diferente por seu papel estratégico. Também destacou a necessidade de fortalecer a produção nacional e ampliar a presença do Brasil em mercados globais sem alinhamentos automáticos a grandes potências.
As declarações reforçam a estratégia de Renan Santos de se apresentar como uma alternativa ao embate entre lulismo e bolsonarismo, mirando espaço em um cenário que começa a se desenhar para as eleições presidenciais de 2026.
